PEGA NA MENTIRA | Vereador Wellington de Casimiro de Abreu ameaça o Rlagos, não explica horas extras e mente descaradamente em Cabo Frio

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O vereador de Casimiro de Abreu, Wellington Azevedo dos Santos, mostrou, nesta terça-feira (1º) que ao contrário do que afirmou, ontem, em mensagem de áudio divulgada num grupo de what’sapp da guarda, não está nada tranquilo diante das informações de que recebe salário da prefeitura de Cabo Frio, onde está lotado como Guarda, sem trabalhar, e usou a Tribuna da Câmara para tentar desqualificar as denuncias, que classificou de “fake news”, ameaçar o Portal Rlagos e para mentir.

O vereador partiu para o ataque ao afirmar que vai processar o RLagos e todos os veículos que repercutiram o chamado escândalo das horas extras. Ele se disse vítima de uma mentira, esclareceu que tem o direito garantido pela Constituição de acumular as funções de guarda e vereador e ao tentar explicar porque o salário base que recebe da Guarda no valor de R$ 1.211,48 é multiplicado por três e chega a R$ 3.899,81 (bruto), Wellington mentiu.

“O contracheque que foi publicado pelo site, obtido de forma irregular, é referente ao mês de março de 2021, quando cumpri minha escala normalmente nos dias 01, 05, 09, 13, 17, 21, 25 e 29 do mês. As horas extras são referentes aos dias 26 e 31 de março. Importante frisar que nesse mês o município de Cabo Frio estava promovendo barreiras sanitárias, onde trabalhei”, disse o vereador.

O RLagos teve acesso a chamada “Convocação Extraordinária – Escala de Trabalho” documento assinado por Rosangela Mallman, Superintendente de `Patrimônio da Guarda Civil Municipal de Cabo Frio, e o nome de Wellington não aparece nas datas de 26 e 31 de março que ele afirma ter trabalho para justificar as horas extras que inflaram o salário.

Os guardas que aparecem na escala de trabalho do dia 26 da “Convocação Extraordinária” para trabalhar de 7 às 19 h são: Sirley,Tadeu Lima, Da Silva, Goulart, Niche, Berbet, Solange, Afonso, F. Soares, Beatriz Neves, Belo, Chaide, Augusto, Marcos Carvalho, Paulo Henrique, E. Rogério e Rodrigues. Estavam listados para trabalhar das 19 às 7 h do dia seguinte os seguintes guardas: Arthur, Pâmela, Nascimento, Viana, Larrúbia, A. Andrade, Mário, Pantaleão, José Antônio, Thaís, Dutra, C. Brito, Arruda e Muniz.

A escala do dia 31 traz os nomes dos seguintes guardas convocados para o trabalho no período de 7 às 19h: Mendonça, Thiago, Javier, Cândido, Fabiano, Michel, Flavio Borges, Marcela Torres, Macedo, Maycon, Pinheiro, Thiago Rodrigues e Sônia. Os guardas convocados para trabalhar da 19 à 7h do dia seguinte, de acordo com a escala, foram: Luís, Cecil, Souza Neves, Airton, Douglas, B. Rocha, Marinho, Klein, Madureira, Osmane, Pires, Lima, Marcos e Vargas.

O nome do vereador também não aparece em nenhuma outra “Convocação Extraordinária – Escala de Trabalho” da Guarda Municipal que o RLagos teve acesso. A secretária de Direitos Humanos e Segurança Pública, Aglaia Olegário e o prefeito José Bonifácio ainda não se pronunciaram sobre o assunto nem a assessoria de comunicação da prefeitura emitiu qualquer nota para comentar ou esclarecer o escândalo.