Colunista Lorena Serpa | Escolha de ser feliz

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Você já sentiu culpa por estar feliz, ou fazendo algo que lhe deixa feliz? Parece uma pergunta maluca, mas não é. Inúmeras pessoas vivem com esse sentimento e não se permitem ser feliz e enxergar felicidade por pensar ser errado.

Fazendo algumas leituras e observações sobre o comportamento humanos e sentimos deparei-me com a seguinte cena:

“Em uma reunião com amigos surgiu a conversa que nós, mulheres, somos quase especialistas quando o assunto se trata de culpa. Uma das meninas fez a seguinte afirmação: “Eu, por exemplo, me sinto culpada a maior parte do tempo por não conseguir dar conta de tudo e de todos à minha volta. Mesmo sabendo que eu sou apenas um ser humano comum, sem nenhum “poder mágico”, ainda assim, na maior parte das vezes, eu me cobro e me culpo por achar que faço menos do que eu deveria para os outros e para mim mesma.”

Quem nunca se sentiu dessa forma e sentiu esse mesmo peso?

A culpa é um sentimento muito “mesquinho”. Ela sempre está cobrando alguma coisa: Mais Tempo, Mais disposição, Mais alegria, Mais e Mais… Por mais esforço que seja feito, a culpa sempre aparece para dizer: Poderia ter feito Mais!

O doutor em Psicologia Clínica Luiz Hanns afirma que até a década de 1960, o que havia era uma noção de obrigações a cumprir. A vida só valia a pena para quem contemplasse uma série de expectativas – ser um bom filho, um bom marido, uma boa esposa, criar os filhos, seguir uma profissão, ser temente a Deus, deixar um patrimônio. Pouco importava como a pessoa se sentia intimamente em meio a tudo isso. O que valia era a visão que o mundo teria sobre seu legado.

“Se você perguntasse ao seu bisavô ou à sua bisavó o que eles desejavam para um filho recém-nascido, as respostas seriam: que seja corajoso, que seja cristão, que seja trabalhador, que seja piedoso, que cuide da família”, diz Hanns. “Hoje, a resposta mais comum diante da mesma pergunta é: ‘só quero uma coisa: que ele seja feliz’.”

A noção de felicidade foi, portanto, se deslocando cada vez mais para o indivíduo. Isso indica que estamos falando de um estado muito mais relacionado às condições internas da pessoa do que às influências externas. Além do mais, se fôssemos esperar o mundo ficar perfeito para nos sentirmos felizes, isso jamais aconteceria. Sempre há flagelos como guerras, desigualdade, fome, acidentes, tragédias naturais, confusões políticas, ameaças à democracia. Epidemias, como a atual, são apenas mais um item nessa longa lista.

Dar um grande peso às condições externas reforça um equívoco frequentemente cometido quando as pessoas pensam em felicidade: a ideia de que se trata de um ideal a ser buscado em algum momento do futuro distante, quando todos os aspectos da vida finalmente estarão em equilíbrio. Esse momento “mágico”, infelizmente, nunca vai acontecer. Sempre teremos problemas, e até certo ponto é até bom que isso exista. Afinal, a monotonia também é um obstáculo para a felicidade – tanto que as taxas mais altas de suicídio ocorrem em alguns dos países mais desenvolvidos do planeta.

Para desassociar a felicidade da ideia de mundo perfeito, podemos substituir o termo por assemelhados que deem mais a ideia de uma sensação momentânea, transitória, como “alegria de viver”.

As pessoas que foram capazes de mudar a história da humanidade, como Madre Tereza de Caucutá; Martin Luther King, e tantos outros, eram extremamente conscientes de todas as injustiças e mazelas sociais, lutaram contra isso e
realizaram grandes feitos. Mas, curiosamente, essas mesmas pessoas pregavam a felicidade e o amor como caminho.

A bíblia vai afirmar no livro dos Salmos capítulo 34: “Quem de vocês quer amar a vida e deseja ver dias felizes? Guarde a sua língua do mal e os seus lábios da falsidade. Afaste-se do mal e faça o bem; busque a paz com perseverança (…)”

Em vários ensinos a bíblia vai afirmar que devemos nos alegrar sempre. Isso significa que a alegria está ligada ao modo como você enxerga a vida, a forma como você observa o dia a dia, sendo um presente, uma dádiva ou simplesmente um peso. Ser feliz é escolher que sua vida seja vivida em essência e significado e não uma dramaturgia.

Toda vez que você se sentir culpado por ser uma pessoa positiva, por acreditar nas pessoas e nas verdadeiras mudanças, lembre-se de que os maiores exemplos da humanidade não perdiam tempo se queixando, eles viviam com plenitude e isso só engrandecia suas ações. Eles escolheram viver!

Sempre leve consigo:

A CULPA NÃO RESISTE A BONS PENSAMENTOS E NEM A ABRAÇOS E BEIJOS SINCEROS.

Escolha ser feliz! Escolha apreciar cada detalhe da vida! Viva!

Lorena Serpa

Pedagoga

Especialista em MBA Gestão Empresarial

Sócia Fundadora da Palô Expandindo Potencialidades