Senador Flávio Bolsonaro parabeniza Polícia Civil por ‘eliminação do miliciano Ecko’; É diz bandido tem que ser morto

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O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) parabenizou a Polícia Civil após operação deste sábado, dia 12, que culminou na morte de Wellington da Silva Braga, o Ecko, que era até então o maior chefe da milícia no Rio e um dos criminosos mais procurados do país.

“Parabéns aos Policiais Civis do Rio pela eliminação do miliciano ‘Ecko’, que nunca foi policial e era o mais procurado do país! Todo respeito e apoio incondicional aos verdadeiros Policiais de todo o Brasil!”, escreveu Flávio em seu perfil do Twitter, em que também postou uma foto dos agentes que atuaram na Operação Dia dos Namorados, realizada na comunidade Três Pontes, em Paciência.

Ecko teria sido baleado na região do tórax durante confronto na casa de familiares onde estava escondido. Ele chegou a ser levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, mas não resistiu aos ferimentos e chegou morto à unidade.

O governador Claudio Castro também usou o Twitter para se pronunciar sobre a ação policial.

“Hoje é um dia importante. Demos um golpe duro nas facções criminosas do Estado. Parabéns @PCERJ pela operação cirúrgica e sigilosa que capturou o Ecko, miliciano mais procurado do Brasil”, disse.

Ligação com Adriano da Nóbrega

Ecko assumiu o comando da maior milícia do Rio após a morte de seu irmão, Carlos Alexandre Braga, o Carlinhos Três Pontes, ocorrida em abril de 2017, durante uma ação da Polícia Civil também em Paciência, na Zona Oeste.

A ampliação dos domínios de Ecko teve relação com sua aproximação com o ex-capitão da PM Adriano da Nóbrega. A cumplicidade entre os dois tornou possível uma inédita aliança entre diferentes grupos criminosos, que acabou ampliando o avanço das milícias pelo estado.

Três dias depois da morte de Adriano, o hoje senador Flávio Bolsonaro fez uma postagem em uma rede social pedindo que fosse investigada a hipótese de o ex-PM, o maior matador de aluguel do Rio de Janeiro, ter sido “brutalmente assassinado”.

Adriano chegou a ser preso e foi condenado, mas o júri popular foi anulado em segunda instância. Ainda encarcerado, ele deixou de receber aplausos da corporação, mas passou a ser homenageado na política, especificamente pela família Bolsonaro.

Ganhou do então deputado estadual Flávio Bolsonaro a maior honraria da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), a Medalha Tiradentes, e foi elogiado pelo então deputado federal Jair Bolsonaro, que o chamou, em discurso na Câmara, de “brilhante oficial” e prometeu agir para “reparar a injustiça” que havia sido cometida contra ele. Até aquele momento, nenhum PM despertara tanta devoção pública da família Bolsonaro.