Morte de Ecko: Delegacia de Homicídios vai investigar o que aconteceu na van da polícia

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A Delegacia de Homicídios (DH) da Capital vai investigar a ação que terminou com a morte do miliciano Wellington da Silva Braga, o Ecko, na operação policial neste sábado (12), em Paciência, na Zona Oeste.

A polícia informou que Ecko tentou pegar a arma de uma policial quando já tinha sido baleado e rendido pela equipe que cercou a casa onde ele estava. Foi após essa tentativa de fuga que o miliciano levou um segundo tiro, chegando morto ao Hospital Miguel Couto, no Leblon, Zona Sul do Rio

Segundo o subsecretário de inteligência, Thiago Neves, a reação de Ecko foi dentro da van da polícia no trajeto até o helicóptero que o levaria ao hospital. 

Ainda de acordo com a polícia, o miliciano já tinha sido ferido por um tiro de fuzil ao tentar resistir à prisão. O segundo tiro, após a reação, foi de pistola. A polícia informou ainda que ele estava com um fuzil AK-47. A arma foi apreendida.

“Ecko foi alvejado com dois tiros. Quando ele tentou fugir pelos fundos [da casa], ele foi alvejado com um tiro. Durante o trajeto da van para o helicóptero, ele tentou tirar a arma de uma policial feminina, e foi efetuado o segundo disparo. É importante ressaltar que a ação foi rápida, o socorro foi bem rápido”, detalhou Thiago Neves, durante entrevista.

A casa onde Ecko estava fica a 5,3 km do Hospital Pedro II, uma das maiores emergências da Zona Oeste do Rio.

A polícia, no entanto, levou o miliciano ferido para o Hospital Miguel Couto, na Zona Sul, que fica a cerca de 50 quilômetros da casa.

Ecko foi levado em uma van, em um trajeto de 800 metros, até um campo de futebol na comunidade de onde foi embarcado num helicóptero, que percorreu os 45 km até a base da Polícia Civil na Lagoa, também na Zona Sul. Uma ambulância, então, transferiu o miliciano até o Miguel Couto, que fica a 1,5 km do local do pouso.

Rodrigo Oliveira, subsecretário da Polícia Civil, afirmou que se trata de um protocolo da Polícia Civil.

“A Lagoa é o ponto de saída e chegada da aeronave, e lá existe serviço médico, uma ambulância 24 horas, para prestar o serviço médico. Nosso protocolo é que seja levado para a Lagoa e da Lagoa para o Miguel Couto, que é um hospital de referência para trauma”, afirmou.