Suspeita de participar da morte de vereador é morta em Niterói

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Uma mulher foi morta a tiros, na tarde desta sexta-feira (16), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Mariana Soares Queiroz foi chefe de gabinete do ex-vereador de Niterói Carlos Macedo e é suspeita de envolvimento na morte do vereador eleito Lúcio Diniz Araújo Martelo, de 44 anos, conhecido como Lúcio da Nevada, em outubro de 2012.

Além de Mariana, o policial militar Vilmar da Silva Freitas Júnior também foi baleado. Os dois estavam em um carro na Rua Desembargador Lima Castro, no bairro Fonseca, quando foram surpreendidos por bandidos armados.

Vilmar foi levado com vida para o Hospital Estadual Azevedo Lima, também em Niterói. Não há informações sobre o seu estado de saúde.

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG). O carro onde as vítimas estavam já foi periciado.

De acordo com testemunhas, um homem vestido com uma roupa preta, em uma motocicleta, emparelhou o carro onde os dois estavam e fez vários disparos. O veículo estava estacionado sobre a calçada, quando o ataque aconteceu.

Morte de vereador

O vereador Lúcio da Nevada foi assassinado em 2012 — Foto: Divulgação/PRP
O vereador Lúcio da Nevada foi assassinado em 2012 — Foto: Divulgação/PRP

Lúcio da Nevada foi morto a tiros no dia 25 de outubro de 2012 quando estava dentro de sua caminhonete, em frente ao portão de casa, no bairro Santa Bárbara, em Niterói. Ele tinha sido eleito havia pouco tempo.

Segundo o MP, Carlos Macedo perdeu a eleição e para que seu esquema de corrupção não fosse descoberto, Mariana, que era seu braço direito, teria encomendado a morte de Nevada.

Mariana chegou a ser presa, mas foi solta graças a um habeas corpus.

Em março de 2013, Mariana, Macedo e mais quatro pessoas — entre elas, dois policiais militares — foram denunciados pelo Ministério Público.