PAGOU FIANÇA | Mulher que se passava por médica em hospital de Nova Iguaçu é solta após pagar fiança

Diretor da unidade afirma que Bruna Carla contou ter se formado na Bolívia, mas que não fez prova para atuar no Brasil.

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A mulher que se passava por médica e usava o nome e o carimbo de outra profissional em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foi solta depois de pagar fiança.

Bruna Carla Oliveira Sozim tinha sido presa em flagrante por exercício ilegal da medicina e falsidade ideológica. A verdadeira médica que teve o nome e o carimbo “roubados” foi quem fez o vídeo.

Bruna atendia no Hospital Prontonil, uma unidade particular. Segundo funcionários, ela era responsável por duas unidades de terapia intensiva.

Em uma rede social, Bruna Carla diz que é médica. A defesa dela afirma que ela se formou no exterior e que aguardava a validação do diploma no Brasil.

Bruna não nega que tenha usado o carimbo de outra médica e ainda afirmou que a prática é comum na unidade onde trabalhava ilegalmente.

O diretor do Hospital Prontonil contou na delegacia que Bruna disse que se formou na Bolívia e que não fez a prova do Revalida, para poder atuar no Brasil.

A Polícia apura por quanto tempo ela atuou como médica e em que outras unidades trabalhou. Os investigadores também querem descobrir quais foram os pacientes atendidos por ela.

O que diz o hospital

O Hospital Prontonil, onde o caso aconteceu, disse, por meio de nota, que o responsável pela indicação de Bruna Carla de Oliveira Sozim foi o coordenador médico de CTI. Falou também que ela usava documentos de outra médica, também de nome Bruna.

O hospital disse que foi vítima junto com a médica que teve os dados roubados e que, na delegacia, Bruna Carla apresentou o diploma, comprovando que se formou em medicina na Bolívia.

O hospital disse ainda que fez uma notícia crime contra o médico coordenador e esclareceu que Bruna Carla não era coordenadora de CTI nem atuava diretamente na conduta médica, e trabalhava apenas como plantonista.

Outros casos

Aleksandro Gueivara e Itamberg Saldanha - ambos presos por exercício ilegal da medicina. — Foto: Reprodução
Aleksandro Gueivara e Itamberg Saldanha – ambos presos por exercício ilegal da medicina. — Foto: Reprodução

Esse é mais um caso entre outros de exercício ilegal da medicina revelados este ano no Rio de Janeiro. Em maio, um homem que se passava por médico também foi preso em flagrante.

Itamberg Saldanha dava plantão na UPA de Realengo, Zona Oeste, usando a identidade e o carimbo de um médico.

A Polícia Civil recebeu denúncias de que ele trabalhou em pelo menos 12 unidades de saúde do Rio, onde deu atestados de óbito e atendeu cerca de três mil pacientes.

Uma semana depois, outro falso médico foi desmascarado na UPA do Engenho Novo, Zona Norte da cidade.

Aleksandro Gueivara havia sido contratado como plantonista pela organização social Viva Rio, mesmo sem registro no Conselho Regional de Medicina.

O falso médico despertou suspeitas aos escrever receitas com erros de português, como “Potaciu” ao invés de potássio.