DA CADEIA PARA AS ELEIÇÕES | Ex prefeito de Niterói Rodrigo Neves visita Cabo Frio após convite de Bonifácio e Jânio para articular sua vinda a governador do Estado do Rio pelo PDT

Rodrigo Neves acusa governador de lotear Estado e agravar crise “Falta visão estratégica, experiência, diálogo e gente séria.”

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O governador do Estado Cláudio Castro foi o principal alvo do ex-prefeito de Niterói Rodrigues Neves, durante entrevista coletiva em Cabo Frio, nesta terça-feira (22) onde participou de uma coletiva de imprensa ao lado do prefeito José Bonifácio, de secretários e de deputados do partido. O ex-prefeito disse que a pré-candidatura dele é uma alternativa ao que chamou de “loteamento desbragado” dos órgãos do Estado pelo atual governo a quem acusou de agravar a crise do Estado ao vendar a CEDAE.  Neves disse que “falta visão estratégica, experiência, diálogo e gente séria”. 

O ex-prefeito de Niterói está percorrendo os municípios para apresentar o projeto “O Estado do Rio de Janeiro que Queremos” que traça o diagnóstico da crise que vive o Estado do Rio e aponta diretrizes para o que chamou de plano de reconstrução do Estado.

—Nós estamos fazendo encontros com a sociedade civil nas maiores cidades do Estado, com lideranças trabalhistas do PDT e de forças políticas aliadas para que a gente possa discutir esse plano que é necessário e urgente para o estado, explicou.

Neves lembrou que assumiu o governo de Niterói, em 2013 e enfrentou a mais grave crise de história, com um déficit de R$ 500 milhões, mas deixou a prefeitura com a dívida líquida zerada e R$ 1,5 bi em caixa. O município, de acordo com ele, saiu de 58º posição para a primeira em gestão fiscal no ranking da FIRJAN e a primeira posição em transparência no ranking do MPF e CGU. O segredo, de acordo com Neves, foi governar pensando nas próximas gerações, não nas próximas eleições.

O ex-prefeito avalia que o Estado vive a pior crise da história, com a mais alta taxa de letalidade da COVID no Brasil e uma das maiores do mundo.  Ele lembrou ainda que de 2015 a 2020 o Estado perdeu 700 mil empregos com carteira assinada e classificou de câncer o avanço das milicias e do tráfico, mas frisou que o Estado tem todas as condições para superar a crise. Ele ressaltou que tirar o Estado da crise não vai ser obra de uma pessoa, por mais de dedicada que seja, ou de um partido político, mas resultado do esforço, da esperança e da inteligência da sociedade fluminense. 

Neves lembrou que assumiu o governo de Niterói, em 2013 e enfrentou a mais grave crise de história, com cerca de R$ 500 milhões de dívidas, mas deixou a prefeitura com a dívida líquida zerada e R$ 1,5 bi em caixa. O município saiu de 58º posição para a primeira em gestão fiscal no ranking da FIRJAN e a primeira posição em transparência no ranking do MPF e CGU. O segredo, de acordo com Neves, foi governar pensando nas próximas gerações, não nas próximas eleições.