Eduardo Paes planeja liberar uso de máscaras e público em boates e estádios em três etapas

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Rio – O plano de flexibilização da Prefeitura do Rio, apresentado nesta quinta-feira, no Palácio da Cidade, prevê o fim das medidas restritivas progressivamente em três etapas. Por enquanto, destacou o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, valem as medidas que continuam em vigor na cidade. As três etapas de reabertura se darão a partir das seguintes datas: 2 de setembro, 17 de outubro e 15 de novembro. A última fase prevê o fim do distanciamento social e uso de máscaras apenas no transporte público e unidades de saúde.

Em 2 de setembro, está prevista a liberação de eventos em ambientes abertos, permissão de 50% de público com esquema vacinal completo em estádios e em danceterias, boates, casas de show e festas em locais fechados.

No dia 17 de outubro, a flexibilização prevê 100% da capacidade de público em estádios e em danceterias, boates, casas de show e festas em ambientes fechados. Nos dois casos, o público precisa estar vacinado com as duas doses.

Na última etapa, em 15 de novembro, o uso de máscaras passará a ser obrigatório apenas no transporte público e nos estabelecimentos de saúde. Também está prevista a livre circulação na cidade, sem restrição de capacidade e distanciamento.

“Essa é uma projeção para que as pessoas possam se planejar. Fazemos essas análises a todo momento na prefeitura e, agora, decidimos torná-la pública. Por enquanto, valem as restrições que estão em vigor na cidade e precisamos da coesão de todos no cumprimento dessas medidas neste momento para que as etapas de reabertura possam acontecer”, disse o prefeito Eduardo Paes, admitindo que pode haver um passo atrás no planejamento a qualquer momento:

“Se os dados apontarem para aumento de óbitos e de casos, com certeza iremos frear a reabertura e estabelecer novas medidas restritivas. Mas também é possível que aceleramos ainda mais o planejamento de flexibilização que estamos divulgando hoje”.

Segundo o secretário Daniel Soranz, o planejamento leva em consideração a taxa de vacinação da população. De acordo com o cronograma apresentado, a previsão é que, até a terceira etapa, a partir de 15 de novembro, a cidade do Rio tenha 80% da população geral vacinada com a primeira dose e 75% com a segunda dose. Já em relação à população adulta, a projeção é de 93% de pessoas vacinadas com a primeira dose e 90% com o esquema vacinal completo em duas doses.

“Nesse momento, queremos estar entre as 40 cidades com a maior taxa de cobertura vacinal do mundo. Nossas projeções são factíveis, queremos dar um horizonte factível para as pessoas. Mas, para que esse planejamento seja cumprido, depende do que fazemos hoje, em que ainda não há nenhuma flexibilização das restrições impostas neste momento. As pessoas precisam evitar se expor sem necessidade e cumprir as medidas de prevenção”, disse Soranz.

Secretário cobra aceleração na distribuição de vacinas

Durante a apresentação do planejamento de flexibilização, Daniel Soranz comentou que, durante reuniões no Ministério da Saúde nesta semana, os secretários de Saúde do país cobraram a aceleração da distribuição de vacinas para os estados.

“Hoje nós sabemos as datas exatas que os fabricantes vão entregar as vacinas para o Brasil. Então, não faz sentido não sabermos quando exatamente elas chegam aos municípios. O nosso pleito é para que as vacinas, antes de chegarem ao Brasil ou ao almoxarifado do Ministério da Saúde, já estejam com seu destino definido pelo governo federal. Nosso pedido é que elas não demorem mais do que 12 ou 24 horas para serem distribuídas. O nosso calendário de vacinação e de flexibilização depende da velocidade dessa logística de distribuição”, disse Soranz:

“No caso da AstraZeneca produzida na Fiocruz, essa liberação já é automática para o Rio de Janeiro. No caso da CoronaVac, o compromisso firmado com o Ministério da Saúde é para que as doses sejam liberadas também imediatamente e, em relação à Pfizer, que os imunizantes sejam entregues três vezes por semana para os estados brasileiros”, acrescentou o secretário.