Transferência de Flordelis para presídio de Campos é negada pela Justiça

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A transferência da ex-deputada Flordelis para o presídio Nilza da Silva Santos em Campos foi negada pela Justiça do Rio de Janeiro. A mulher, que está presa pelo assassinato do pastor Anderson do Carmo, será transferida para outra unidade, mas continuará na capital.

Flordelis será levada do Instituto Penal Santo Expedito, onde está desde sexta-feira (13), para o Talavera Bruce, no Rio. A transferência aconteceu por causa de uma ordem judicial proíbe o contato entre Flordelis e as quatro demais rés do processo. Até esta terça, estavam na Santo Expedito: Flordelis, a neta Rayane dos Santos Oliveira e Andreia Santos Maia, mulher do ex-PM Siqueira Costa – acusada de fraudar carta em que filho do casal confessa morte de pastor.

A decisão desta terça foi da juíza Nearis Carvalho Arce, titular da 3ª Vara Criminal de Niterói – a mesma que determinou a prisão de Flordelis. No despacho, a juíza argumenta que, apesar do pedido dos advogados de acusação para que ela fosse para a Unidade Prisional Nilza da Silva Santos, em Campos, a Seap enviou ofício afirmando que as rés estavam “acauteladas em diferentes galerias, sem qualquer contato entre si”. Então, a Justiça considerou que não era necessário de que ela fosse para Campos.

A ex-deputada responderá por homicídio triplamente qualificado – motivo torpe, emprego de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima –, tentativa de homicídio, uso de documento falso e associação criminosa armada. Flordelis nega o crime.