EXCLUSIVO | Foragido da justiça “Vulgo FB” é apontado de contratar todos os envolvidos na morte de Pessano; FB tem ligação com o mandante do crime diz policia

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SÃO PEDRO DA ALDEIA – Fabio Natan Nascimento, mais conhecido como FB, é apontado pela polícia de ser o responsável de arquitetar toda a contratação dos executores de Wesle Pessano de 19 anos, no dia 4 de agosto de 2021, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio.

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Fábio mais conhecido como FB, é de Rio das Ostras Baixada Litorânea do Rio, investigações apontam que FB teve ligação com o mandante do crime, o mesmo se encontra foragido da justiça, e pode está escondido na Região dos Lagos do Rio.

Casos Pessano: Operação da policia civil prende três suspeito de matar Wesley Pessano o “REI DO PULLBACK” em São Pedro da Aldeia

Na manhã desta quinta-feira (02), uma operação da Força Tarefa da policia civil que está a frente do caso da morte de Wesley Pessano prenderam mais três suspeito.

São eles:

  • Thiago Julio Galdino
  • Bruno Luzardo Vidal Sabajes
  • Valder Janilson Chaves dos Santos.
Os três presos pela policia ciivl em Duque de Caxias na manhã desta quinta (02), Imagens Agência Rlagos

Investigações da policia dão conta que os três presos na manhã de hoje, levaram os executores até a Região dos Lagos no dia do crime dando cobertura para eles e mostrando todo o caminho que Pessano fazia no dia a dia.

Foragido da Justiça Fábio Nascimento o FB

De acordo com a polícia, os criminosos já estavam vigiando Pessano algumas semanas e já sabia de todos os seus trajetos pela Região, que horas sabia de casa hora que chegava e com quem estava.

Imagens exclusiva do Jornalismo da Rlagos mostra a chega dos presos de Duque de Caxais envolvidos na morte de Wesley Pessano

Morador de Rio das Ostras, também na Região dos Lagos, FB é apontado pela polícia como o principal articulador do bando. De acordo com a investigação, Fábio participou de toda a empreitada criminosa. Ele estaria no Nissan Versa preto que seguiu o veículo da vítima, que dirigia um Porsche vermelho a uma barbearia, e teria ligação com Edson Marinho, morador de Rio das Ostras, preso na primeira fase da operação.

Veja como foi o crime: Investidor em criptomoedas é assassinado dentro de Porsche na Região dos Lagos

Roberto Silva Campanha, apontado como o executor, foi levado de Nova Iguaçu para a Região dos Lagos, em 3 de agosto, quando ocorreu o assassinato, em um carro (um HB20 cinza-chumbo) dirigido por Bruno, que retornou à Baixada Fluminense no mesmo dia. Roberto foi preso dias depois. O HB20 foi encontrado na casa de Bruno pelos agentes que participam da operação.

Após ser levado para a Cidade da Polícia, Thiago negou participação na execução de Wesley:

— Eu não participei desse crime. Eu tenho casa lá (em Cabo Frio) há um ano. Eu não porto arma e não tive problemas com a Justiça. Eu não tenho nem noção por que eu estou send

Facebook de Fábio Natan

Agentes da força-tarefa criada para investigar a execução do homem estão em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A Polícia Civil quer entender o que motivou a morte do rapaz, e uma queima de arquivo não é descartada. Até agora, sete pessoas já foram identificadas tendo envolvimento direto e indireto no crime. Uma terceira fase da operação deverá ser feita nos próximos dias, já que a Civil fará uma análise nos telefones celulares, computadores e documentos apreendidos com os presos.

O Delegado Titular da 125ª DP de São Pedro da Aldeia Dr Milton Siqueira, que apura o crime cometido contra o “Rei do Pullback” afirma que o crime que levou a morte de Wesley tem a ver com disputas de território de criptomoedas  , durante uma entrevista concedida com exclusividade para o Rlagos o delegado afirma, que a polícia detectou de um cordão de ouro que estava com o trader foi levado, mas outros pertences não.

A morte de Wesley repercutiu no País todo, e foi mídia nacional, sendo divulgadas em grades jornais como (EXTRA, GLOBO, UOL, G1, RLAGOS), entre outros.

— Este é o desdobramento da investigação que apura o assassinato do trader Pessano. Nesta segunda fase, após a análise da quebra de sigilo, chegamos a quatro elementos que não participaram efetivamente da execução, mas que transportaram os executores. Eles levaram de Caxias para São Pedro da Aldeia, Cabo Frio e Rio das Ostras. Os mesmos carros fizeram essas rotas indo e vindo sempre de Caxias. Conseguimos na Justiça quatro mandados de prisão e hoje conseguimos prender três pessoas — disse o delegado Milton Siqueira Júnior, titular da 125ª DP (São Pedro da Aldeia), responsável por investigar o crime.

Policiais descobriram que Wesley foi vigiado por uma semana.

— De início, temos que eles foram e voltaram durante uma semana. O Thiago é um dos donos dos carros que iam e vinham — destacou o delegado, que afirma ter chegado até os quatro suspeitos através de quebra de sigilo e imagens de câmeras. O delegado afirmou que vai pedir a prorrogação da prisão do executor do trader.

— Vou pedir a renovação da prisão preventiva do Roberto, que afirmou ter recebido R$ 20 mil adiantado – comprou uma moto e um celular. Ele garante que receberia R$ 40 mil.

Todos os quatro envolvidos também estão respondendo por homicídio.

Wesley Pessano tinha 124 mil seguidores nas redes sociais
Wesley Pessano tinha 124 mil seguidores nas redes sociais Foto: Reprodução

Como o RLAGOS mostrou há três semanas, a Polícia Civil montou uma força-tarefa para investigar a morte do investidor, além de outros crimes que podem estar ligados ao mercado de criptomoedas em Cabo Frio, também na Região dos Lagos. Os agentes não descartam que o rapaz executado estivesse envolvido numa disputa entre grupos concorrentes que investem em moedas virtuais ou que ele possa ter causado prejuízo a uma pessoa.

Esquemas de pirâmide investigados

Uma investigação sigilosa do Ministério Público do Estado (MP-RJ) apura uma suposta “guerra” entre empresários que prestam consultoria para pessoas que querem investir em moedas virtuais – como os bitcoins – em Cabo Frio e em cidades vizinhas. A investigação veio à tona após a morte de Wesley.

Está a cargo da Promotoria de Investigação Penal de Cabo Frio o comando da apuração dos casos. Há alguns dias, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, o (Gaeco) também passou a investigar os crimes. De acordo com o MP, “os casos estão sendo investigados, mas não é possível fornecer detalhes por se tratar de investigação sigilosa”. O RLAGOS apurou que a Ouvidoria do órgão tem recebido ligações anônimas com informações sobre os possíveis crimes cometidos na disputa pelo domínio de carteiras de clientes que investem em criptomoedas naquele município e em cidades das imediações.

A Polícia Civil investiga ao menos dez empresas que estariam promovendo pirâmide em Cabo Frio.

Prisão dos três primeiros suspeitos da morte de Pessano no dia 9 de Agosto na Região dos Lagos