Corregedoria investiga se peladona na delegacia de Iguaba Grande (129ª DP) era garota de programa, e sé foi contrata pelos agentes afastado

Mesmo afirmando não ter feito os registros, inspetor continuará afastado até as investigações terminarem. Uma das imagens que viralizaram nas redes mostra mulher nua saindo de viatura.

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O inspetor afastado da delegacia de Iguaba Grande, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, negou à Corregedoria da Polícia Civil ser o autor das imagens em que uma mulher pelada aparece posando nas instalações da própria unidade (relembre o caso aqui). A informação é da assessoria de imprensa da própria corporação.

Num dos registros que viralizaram em grupos de mensagens e redes sociais na terça-feira (28), a mulher nua aparece saindo de uma viatura estacionada no pátio da delegacia. Outras fotos mostram ela na escada da unidade, aparentemente posando enquanto alguém a fotografava. A mulher ainda não foi identificada.

A corregedoria está investigando o caso, mesmo após o inspetor negar tudo, a polícia investiga mais a fundo o caso, a corregedoria agora tenta descobrir se a mulher era garota de programa e se ela foi contrata pelos agentes que estavam de plantão naquele dia na delegacia, já que não ouve se quer um registro de comparecimento da mulher para justificar o modo que ela estava pelada na delegacia. A corregedoria fez um levantamento e nenhum registro sobre aquele caso foi apresentado naquele dia que ela foi fotografada.

Em nota, a Corregedoria Geral da Polícia Civil comunicou que mesmo que tenha negado ser o autor das fotos, o inspetor continuará afastado das funções na 129ª DP até as investigações terminarem.

Se for comprovada qualquer irregularidade, diz o texto, “a Polícia Civil adotará as medidas cabíveis”. A Corregedoria acrescentou que também tenta identificar a mulher para que ela seja ouvida.

OAB cobra segurança e privacidade

A presidente da OAB de Iguaba Grande, Margoth Cardoso, disse que vai levar o caso à Diretoria Estadual de Mulheres da Ordem dos Advogados do Brasil.

Segundo ela, é preciso garantir a segurança e a privacidade das mulheres em ambientes policiais, para evitar que elas deixem de fazer denúncias relacionadas a qualquer tipo de violência.

“Como uma mulher que sofreu violência pode se sentir segura para ir a uma delegacia? Isso não tem cabimento. É inadmissível! A Corregedoria precisa apurar de forma muito severa esse caso. Afastar o agente, não é suficiente. Ele precisa responder pelos atos cometidos”, afirmou Margoth Cardoso.