OS QUATRO MARINHEIROS | Empresa dos marinheiros do Bitcoin FCL, paralisa pagamentos após bloqueios bancários e emiti nota de esclarecimento para investidores em Armação dos Búzios.

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Mais uma empresa do Ramo de Bitocin envolvida com pirâmide financeira paralisou os pagamentos agora em Armação dos Búzios cidade da Região dos Lagos (O NOVO EGITO), após a empresa FCL sofrer um bloqueio bancários em todas suas contas. O comunicado foi feito na tarde de quarta-feira (13), onde um dos donos da empresa Fábio Cruz enviou para seus investidores uma nota dizendo as seguintes frases.

Prezados clientes(a) viemos através desta nota informar que   devido a força maior tivemos que paralisar a rentabilidade de todos nossos clientes, infelizmente quatro das nossas principais contas foram bloqueadas e ainda sem previsão para Desbloqueio. Nosso jurídico está trabalhando incansavelmente para tentar o reaver o capital nela disponível. Mediante a situação estamos tomando a providência de devolver o capital de todos nossos clientes com os valores aportados a nossa empresa.

Sabemos a necessidade de todos e somos solidários aos mesmos, já agilizamos com nossos traders um plano de devolução do capital aportado de todos que fazem parte da FCL. Estamos com o levantamento de devoluções de pagamento que pode durar 30 a 120 dias. Pedimos desculpas pelo transtorno ocorrido e sabemos do nosso compromisso que é sempre priorizar o cliente.

Infelizmente devido as questões que não está dentro do nosso controle ocorreu está situação atípica de bloqueio de contas, acreditamos que está vinculado a polícia federal e ministério público que vem monitoramento contas bancárias de alto volume de movimentações devido as questões de investigações que estão ocorrendo com empresas do mesmo seguimento na nossa região.

Estamos de todas as formas tentando resolver a questão o mais breve possível, pedimos novamente desculpas e a compreensão de todos, pois nosso objetivo principal e a resolução desta situação.

Em uma outra nota após uma repercussão dos bloqueios bancários a empresa FLC emitiu um outra nota explicando que a empresa não havia caído.

Bom dia amigo cliente, é de suma importância esclarecer que dentre todos os fatos a FCL (não caiu) … estamos trocando o nosso operacional para melhor atende Los com maior eficiência, lucro e transparência, tudo dentro da legalidade.  Sendo assim pedimos para que evitem comentários tendenciosos sobre a empresa ou personas representantes da mesmo para que possamos enfrentar com funcionalidade possíveis revezes da vida!

De acordo com clientes que investia na empresa a FLC oferecia lucros altos de aproximadamente 15% ao mês, e com esses bloqueios já estão gerando atrasos de pagamentos de todos.

Essa não é a primeira empresa que atrasa pagamentos ou que fecha as portas em Cabo Frio, deste da prisão de Glaidson Acácio o Faráo dos Bitcoin, várias empresas do ramo de criptomoedas vêm se desabando em Cabo Frio. A cidade que ficou nacionalmente conhecida no Brasil e no Mundo como O NOVO EGITO, a gora está conhecida como o Egito falido.

Cabo Frio, o Novo Egito

Além das empresas já citadas, há diversas outras em Cabo Frio sendo investigadas pelas autoridades por prática de pirâmide financeira.

Os esquemas começaram a desmoronar depois da deflagração da Operação Kryptos em agosto desde ano. Os alvos era, a GAS Consultoria Bitcoin e seu líder, Glaidson Acácio dos Santos.

Na operação, a Polícia Federal realizou a maior apreensão de criptomoedas do Brasil e prendeu Glaidson.

Depois da ação, várias empresas começaram a atrasar pagamentos, encerraram suas atividades e seus líderes desapareceram.

A queda do ‘Novo Egito’

Tudo começou quando Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó do Bitcoin” da GAS Consultoria, foi preso no dia 25 de agosto no âmbito da Operação Kryptos da Polícia Federal.

A queda da Gas Consultoria provocou um efeito dominó em Cabo Frio e empresas suspeitas começaram a cair uma atrás da outra, como a Alphabets, Eagle Eyes e agora a Decolar Investimento.

No final de setembro, um grupo de moradores de Cabo Frio se revoltaram com o possível calote aplicado pela Eagle Eyes e incendiaram o restaurante de Jonas Gomes da Silva, o dono da empresa conhecido como ‘Pastor do Bitcoin’, após ele supostamente sumir com o dinheiro dos investidores.