Cirurgião plástico morto a tiros na Barra da Tijuca praticava esportes no mar no Rio e na Região dos Lagos

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Praticante de vela, de mergulho e de caiaque, o cirurgião plástico Claudio Marsili, de 64 anos, morto a tiros por criminosos na manhã de terça-feira, no Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, costumava mostrar seu estilo de vida nas redes socias. As publicações mostravam um homem que gostava de esportes aquáticos, que praticava nas praias do Rio e da Região dos Lagos, além de carros. 

O médico foi morto quando estacionava seu carro Hilux cinza em frente à clínica. Segundo policiais, criminosos em um Renault Sandero preto o abordaram por volta das 7h no local. O ataque aconteceu assim que o cirurgião estacionou seu carro, que foi levado por criminosos e encontrado, horas depois, na Rua Martins Pena, na Tijuca. O carro dos assaltantes também foi encontrado no alto do Morro do Turano, no mesmo bairro. Ele postou fotos do Hilux em seu perfil no Instagram, além de um Puma.

O médico costumava praticar esportes aquáticos. Nas redes, Marsili publicava os passeios de vela, de barco com a família e amigos, de mergulho e práticas de stand-up com frequência.

Parentes de Cláudio Marsili definem o médico como uma pessoa generosa e de bom coração. “Ele era um sujeito de coração enorme…Às 6h30 chegava alegre (à clínica) e às 7h já estava no centro cirúrgico. Como era de costume, brincando e fazendo a vida dos outros melhor. Sempre muito, muito pró ativo e generoso”, disse Ítalo-brasileiro Marsilli, médico e filho da vítima, em uma live transmitida, nesta terça-feira, em uma rede social.

Em uma publicação no Facebook de um primo de Marsili após sua morte, ele ressaltou a admiração do médico pelo mar:

“Infelizmente não deu tempo de nossa aventura em Ubatuba! Inacreditável sua partida! So agradeço a linda infância e adolescência regada de muitas aventuras que tive com você, cara que me ensinou a navegar, primeiro passeio de caiaque, primeiro mergulho no mar!!! Vá em paz primo”, diz o primo na publicação.

Profissional requisitado e querido

Claudio Marsili se formou na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em 1982, e fez pós-graduação em cirurgia geral na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele também possuía especializações em cirurgia plástica estética e reparadora e em medicina ortomolecular e desportiva. Tinha ainda doutorado em Saúde Pública pela Universidade de Ciências Empresariais e Sociais, da Argentina.

Em seu site, Marsili se apresentava como cirurgião plástico “com vasta experiência” e oferecia procedimentos como lipoaspiração, implante de próteses de silicone, abdominoplástica e harmonização facial. “Sempre em busca do rigor técnico e respeitando os critérios máximos de segurança exigidos”, destaca a página.

No Instagram, onde também era bastante ativo, o médico tinha 15,8 mil seguidores. Ele costumava utilizar a rede social para dar conselhos e recomendações às interessadas nos procedimentos estéticos. “É muito importante estar ciente de que, para atingir o resultado mais próximo do que você deseja, é necessário que você conheça o profissional e se sinta confortável com ele”, diz a última postagem feita por ele, na véspera da morte.

Pacientes descrevem o médico como “atencioso”, com “amor pela profissão” e de “espírito jovem”. A notícia da morte deixou centenas de clientes abalados, como indicam numerosos relatos.

— Ele gostava de praticar esportes e de viver a vida em família. Era um médico querido e admirado pelas pacientes. Eu já fiz cirurgia plástica com ele e demais tratamentos estéticos em diferentes áreas do corpo. Sempre me passou confiança. Além de um profissional sensacional, era uma pessoa incrível. Recebi a notícia com extrema tristeza — lamentou a jornalista Natasha Franco.