Capitão Diogo reúne com investidores e diz data para apresentação de solução em Cabo Frio. Veja:

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Capitão Diogo, dono da Spartacus, empresa que pagava lucros de 14% a investidores, fez uma reunião com 5 pessoas que estão representando todos os seus investidores, os investidores estavam aflitos por não conseguirem falar facilmente com Diogo.

Na reunião que aconteceu na data de ontem, quarta-feira (20), ficou decidia a data do dia 29/10 para o gestor da empresa, Capitão Diogo, apresentar uma solução para os investidores.

Após a reunião, um representante postou um resumo do que teria sido dito e firmado na reunião, segue a nota enviada:

“Meus amigos,Hoje, tivemos a reunião com o Diogo, onde ele nos passou os principais motivos que levaram a empresa, inicialmente, a reduzir o percentual da rentabilidade (14% para 5%) e, após alguns dias, a anunciar a devolução do capital, no prazo de 30 dias.
Ele também nos apresentou 03 (três) soluções, para que a empresa possa angariar recursos e, consequentemente, consiga devolver o capital de todos os clientes.

Inicialmente, o Diogo declarou que a redução do percentual da rentabilidade paga mensalmente se deu em virtude da necessidade de a empresa regularizar sua atividade, para que pudesse continuar a operar, o que demandava um custo operacional e financeiro bem mais elevado. Para tanto, ele teve de adquirir uma fintech (serviços financeiros com processos inteiramente baseados em tecnologia) e criou uma moeda digital própria. Entretanto, tanto a fintech quanto à moeda digital própria são serviços que ainda não foram efetivados.

Após lançar mão das medidas legais e operacionais para regular as atividades da empresa, o Diogo declarou que, ao pedir a banca (valores repassados aos traiders para operar) de alguns traiders contratados, com o intuito de realizar transição operacional para a fintech, foi informado por estes traiders que o capital inicialmente repassado estava preso nas corretoras.

Ele não quis revelar o nome dos traiders. Ele apenas disse que tem um traider que está o ajudando a encontrar a melhor solução para a resolução do problema.

Enfim, ele nos disse que o capital investido na empresa está espalhado com alguns traiders. Que parte destes traiders alegam que o capital está preso nas corretoras e outros utilizam subterfúgios para não devolver o capital à empresa.

O Diogo declarou que ele terceirizava parte dos traiders, no entanto desconhecia que estes traiders também operavam para outras empresas. Ele afirmou que só contratou alguns traiders, pois foi informado que iam trabalhar exclusivamente para a sua empresa.
Ele declarou que, excetuando o traider que está o ajudando, os outros traiders não estão mais prestando serviços para a empresa.

Em relação às possibilidades de resolução do imbróglio, o Diogo nos apresentou 03 (três) soluções, quais sejam:

1ª – Obtenção de empréstimo com garantia real junto a um banco internacional;

2ª – Efetivação da fintech e da moeda digital;

3ª – possibilidade de reaver o capital junto a todos os traiders que prestavam serviços para a empresa.

Ele demonstrou grande expectativa em relação à obtenção do empréstimo, uma vez que, segundo ele, as conversas estão bem encaminhas e nos próximos dias poderá ter novidades. Ficou de nos manter informado sobre esta operação.

No que tange à fintech, também demonstrou bastante entusiasmo, uma vez que, segundo, ele, é um projeto iniciado há 08 meses e que, se não fosse a inadimplência de alguns traiders e demais contratempos provocados por terceiros, já estaria em funcionamento.

Em relação à cobrança aos traiders, ele ressaltou que, em alguns casos, não depende só dele, pois realmente há capital bloqueado de forma administrativa nas corretoras, o que demanda a atuação de terceiros para resolução do impasse.

O Diogo reiterou que não irá sossegar enquanto não obter recursos para realizar a devolução do capital de todos os clientes.

Os participantes da reunião fizeram diversas perguntas ao Diogo. Ele de maneira sucinta e objetiva respondeu a todos, esclarecendo alguns fatos, sobretudo, em relação à falta de informação por parte da empresa. Ele reconheceu que cometeu diversos equívocos na administração da empresa, mas que não irá se eximir de sua responsabilidade de devolver o capital de todos os clientes.

Ele disse que ainda não pode nos passar um prazo para apresentação de um plano de devolução do capital, no entanto já nos adiantou que iniciará a devolução do capital aos clientes mais recentes, ou seja, os últimos clientes que aportaram capital na empresa serão os primeiros a reaverem o capital.
Nós enfatizamos ao Diogo que não poderíamos sair sem um prazo para resolução do problema, no entanto ele reiterou que não tinha como nos passar um prazo. Desta forma, ficou combinado que no dia 29/10/2021 haverá nova reunião, para que ele possa nos apresentar a solução traçada e um prazo para resolução do problema.

Ele se comprometeu a se manifestar com maior frequência, de modo a manter todos os clientes informados sobre eventuais novidades.
Ele também declarou que, após o encerramento das atividades da empresa, NENHUM CLIENTE recebeu o capital investido.

Enfim, tentei expor a todos de forma didática tudo que foi debatido na reunião e os próximos passos que serão tomados, para que juntos possamos resolver este impasse.

Por fim, saliento que procuramos nesta primeira reunião OUVIR o que o Diogo tinha a nos dizer, para que juntos possamos elaborar uma estratégia e, na próxima reunião, consigamos ter uma posição concreta sobre o caso. Compreendo que terá vários amigos que irão discordar de tudo que o Diogo nos passou, contudo, por ora, considero que o melhor caminho é aguardar o prazo que nós concedemos a ele.

Todavia, quem não estiver de acordo, fique à vontade para lançar mão das medidas que melhor lhe aprouver.”