Bola, condenado pelo caso Eliza Samudio, é preso em Minas Gerais

Ex-policial estava em prisão domiciliar, com monitoração eletrônica determinada pela Justiça, desde 27 de março de 2020

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Um dos condenados pela morte da modelo Eliza Samudio, em 2010, Marcos Aparecido dos Santos, mais conhecido como Bola, foi preso em Vespasiano, na Grande BH, na manhã desta quarta-feira, 24. A Polícia Militar local, afirmou que o mandado refere-se a uma ordem de captura após a revogação da prisão domiciliar.

De acordo com informações do Globo, a Polícia Militar afirmou que o cumprimento de mandado de prisão foi às 11h46, no bairro Santa Clara. O mandado trata-se de uma ordem de captura após a revogação da prisão domiciliar, ainda referente à pena pela morte de Eliza Samudio.Em 2013, Bola foi condenado a 22 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio e pela ocultação do cadáver.

Em abril de 2019, ele foi condenado ainda a 16 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do motorista Devanir Claudiano Alves, ocorrido em 2009, no bairro Juliana, na Região Norte de Belo Horizonte.

O ex-policial estava em prisão domiciliar, com monitoração eletrônica determinada pela Justiça, desde 27 de março de 2020.

A mudança no regime de semiaberto para domiciliar foi uma recomendação para conter a expansão do coronavírus dentro das penitenciárias, e estava prevista na Portaria Conjunta Número 19, publicada no dia 17 de março de 2020 pelo Tribunal de Justiça e Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública. Marcos Valério também se beneficiou da mesma portaria.

Entrevistado pelo Globo, o advogado de Bola, Nathan Nunes, disse que o ex-policial foi detido porque a prisão domiciliar dele foi revogada agora, com o controle da pandemia. Ele vai voltar para a Casa de Custódia da Polícia Civil, no Horto, em BH, onde vai poder sair para trabalhar e terá que retornar à noite.

“Essa prisão foi revogada e ele retoma cumprimento no regime semiaberto, no estabelecimento prisional. Marcos cumpre pena em caráter exemplar, cursa direito, é microempreendedor”, disse o advogado. Ele disse ainda que vai pedir uma reconsideração da decisão.