Homem é preso com cem seringas de ‘maconha líquida’ em Volta Redonda

249

Policiais da 93ª DP (Volta Redonda) apreenderam, na tarde desta segunda-feira, quase 8 mil pinos de cocaína e cerca de cem seringas com “maconha líquida”, conhecida também como óleo de butano. As drogas estavam dentro um carro que foi interceptado na Rodovia Presidente Dutra, na entrada da cidade, e que era conduzido por um homem de 32 anos. A variação da maconha age diretamente nos pulmões e corrente sanguínea.

— É uma situação bastante nova aqui na cidade. Nós temos informações, após trabalho de investigação, que esse indivíduo abasteceria comunidades da região, principalmente no bairro da Conquista, com essas drogas que vieram do Complexo da Maré e da Nova Holanda, na Zona Norte do Rio — explica o delegado Edézio Ramos, titular da 93ª DP.

O butano que dá nome à “maconha líquida” é, na verdade, utilizado na extração do tetra-hidrocanabinol (THC), que é a substância psicoactiva encontrada nas plantas do gênero Cannabis. Ao entrar em contato com a matéria orgânica, o gás produz uma espécie de óleo que contém uma concentração de THC bem maior do que encontrada nos brotos.

Carro interceptado em Volta Redonda tinha 8 mil pinos de cocaína
Carro interceptado em Volta Redonda tinha 8 mil pinos de cocaína Foto: Divulgação

Ainda de acordo com o delegado, as seringas que contêm o óleo não têm agulha. Isso porque a droga é aquecida e inalada com a ajuda de um vaporizador, como um cachimbo ou cigarro eletrônico, por exemplo, e não injetada. Dessa forma, a substância tóxica segue para os pulmões e tem um poder entorpecente muito maior do que as outras formas.

Segundo especialistas, a utilização desse gás é prejudicial. A inalação pode deixar resquícios no organismo e causar danos neurológicos.

Aos policiais, o homem confessou ser responsável pelo abastecimento de drogas a traficantes da cidade do interior do Rio. A droga impressionou os agentes devido ao alto teor de pureza e grande potencial alucinógeno.

Segundo a polícia, a ação desenvolvida é fruto do trabalho de inteligência realizado pela unidade para identificar traficantes, a forma como a droga segue até lá e o intercâmbio entre integrantes de facções criminosas.