Líder do tráfico em Marechal Hermes é procurado suspeito de matar sargento da PM em 2020

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Rio – O Portal dos Procuradores divulgou um cartaz, nesta terça-feira, para ajudar a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) nas buscas pelos principais suspeitos de matar o 2° Sargento da Polícia Militar Cirio Damasceno Santos, de 51 anos, em outubro de 2020. Investigações da DHC apontaram que os traficantes Bruno da Silva Loureiro, o “Coronel”, de 39 anos, chefe do tráfico de drogas da Favela do Muquiço, em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio, e Wesley de Souza Rocha de Ascenção, o “Russão” ou “De Gato”, de 21 anos, são os principais suspeitos.

A DHC já realizou diligências nos bairros de Marechal Hermes, Realengo e em Nova Iguaçu para cumprir um mandado de prisão contra os dois criminosos. No dia do crime, “Coronel” e “Russão”, estavam em um veículo Jeep Compass, roubado e atacaram a tiros uma viatura do 14° BPM (Bangu), na Avenida Brasil, altura de Deodoro. 

O sargento Cirio Damasceno Santos estava ao lado de um colega de farda quando perseguiram um veículo com dois homens armados. Cirio, que estava ao volante, foi baleado na cabeça, perdeu a direção e capotou na pista sentido Centro. Um motorista de 81 anos que passava na pista contrária, identificado como Ismael Souza do Nascimento, também foi atingido pelos disparos. Ele faleceu dias depois no hospital.

Após o ataque, o veículo usado pelos criminosos foi localizado pela Policia Militar no Muquiço e peritos da DH encontraram estojos de munições de vários calibres de fuzis e pistolas, indicando que os autores do ataque aos militares seriam traficantes de drogas daquela localidade. Os criminosos vinham da Vila Aliança, em Bangu, para o Muquiço.

Contra os traficantes “Coronel” e “Russão”, foi expedido um mandado de prisão, pela 3ª Vara Criminal da Comarca da Capital, pelo crime de homicídio.

Uma foto obtida pela Polícia Civil mostra Bruno da Silva Loureiro, o Coronel, quilos mais magro. Há a informação de que ele estaria em tratamento por ter sido infectado com o vírus da Imunodeficiência humana (HIV) e, por isso, se encontra em tratamento em uma clínica do Complexo da Maré, na Zona Norte.

Além de envolvimento na morte do 2º sargento, o traficante também é apontado, em um inquérito da Dcod (Delegacia de Combate às Drogas), como um dos fornecedores de ferro para os pilotis das construções irregulares de milicianos em Rio das Pedras e Muzema. 

O Disque Denúncia recebe informações sobre a localização envolvidos neste crime, nos seguintes canais de atendimento: