Três dias antes de ser morto, Jerominho anunciou apoio à candidatura de coronel da PM em evento em sua casa

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Três dias antes de o ex-vereador e miliciano Jerônimo Guimarães, o Jerominho, ser executado a tiros em frente a seu centro social em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, ele anunciou apoio à candidatura de um coronel da PM à deputado federal. Durante uma reunião aberta ao público em sua casa, no mesmo bairro, Jerominho recebeu o oficial, Sergio Amâncio da Silva Porto (PROS), e um pré-candidato a deputado estadual, Jalmir Junior (PRTB). Fotos publicadas em redes sociais pelos pré-candidatos mostram a casa de Jerominho lotada na ocasião. Na véspera do encontro, o miliciano havia postado em seu perfil numa rede social um texto em apoio a Porto e Junior: “Tenho certeza que a população estará bem representada com esses dois homens”.

Fundador do maior grupo miliciano do estado, Jerominho foi alvo de um ataque na frente do centro social que mantém, na Estrada Guandu do Sapê. Ele foi socorrido para o Hospital Oeste D’or, mas não resistiu. O cunhado de Jerominho, identificado como Mauricio Raul Atallah, que o acompanhava na ocasião, também foi baleado e socorrido pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Municipal Rocha Faria. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, até a noite de ontem, ele seguia internado em estado grave.

Jerominho foi baleado por três homens encapuzados e armados com fuzis que saltaram de um Cobalt pouco antes das 16h. Imagens de câmeras de segurança da região, que já foram apreendidas pela Polícia Civil, mostram que a ação durou 10 segundos. Quando foi baleado, Jerominho havia acabado de sair de seu centro social, acompanhado pelo cunhado.