Empresários de Cabo Frio acorda Nilsinho com megafone para receber seus R$500 mil reais investidos no BITCOIN.

Nilsinho que se encontra acamado recebeu os empresários após ser acordado com um megafone onde todos o chama de caloteiro. O fato aconteceu na manhã desta sexta (26), em Cabo Frio

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Casa de Nilsinho avaliada em R$: 7 milhões de reais na Moringa em Cabo Frio - Imagem Agência Rlagos

CABO FRIO – Um grupo de empresários de Cabo Frio se reuniram na manhã de sexta-feira (26), na porta da casa do empresário Nilson Alves, conhecido como Nilsinho, o motivo da manifestação foi para cobrar o dinheiro investido na época antes de Nilsinho ser baleado e ficar acamado.

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Nilsinho em março de 2021, sofreu um atentado na frente de uma padaria em Cabo Frio, a luz do dia, ele passava no sinal quando foi surpreendido por dois caras armados, que atiraram contra ele na época.

Após esse crime Nilson, foi se recuperado as poucos mais ficou acamado, os meses foram se passado e a empresa do mesmo não se manifestava para dar uma satisfação para os clientes que haviam acreditado nele.

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A BTC empresa qual Nilson é dono oferecia lucros abusados e altos de 15% a 10% de rendimento ao mês.

O RLAGOS teve acesso a um dos contratos feito por Nilsinho com um empresário de Cabo Frio, no valor de R$: 500 mil REAIS, meses se passaram e esse empresário não teve um terço desse dinheiro recebido como prometido no contrato. O empresário Nilson alega que a tragédia que aconteceu com eles impossibilitou eles de realizar as operação e cumprir com os investidores.

A manifestação foi pacífica e foi feita em alto mar, pois o acesso que dá a rua, o empresário havia barrado todos na portaria dificultado a entrada no condomínio onde mora na Moringa, mediante a isso os empresários foram de lancha e pararam na porta da casa do empresário onde começara a gritar ele de caloteiro.

Mediante toda essa manifestação Nilsinho resolveu receber eles para uma conversar e tentar chegar em um acordo.

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O texto lembra ainda que Nilsinho, como a vítima do atentado era conhecida na cidade, ficou paraplégico e perdeu a visão de um olho em virtude de “disparo de arma de fogo à curta distância e de coronhadas desferidas contra a sua cabeça”, em uma ofensiva realizada “mediante emboscada, sem que a vítima pudesse se proteger e nem mesmo rechaçar o ataque covarde que sofreu”. O delegado também cita que “diversas diligências foram iniciadas ainda no local do fato” e que os policiais por ele chefiados, “em esforços hercúleos, por meses”, concluíram a partir de indícios e de provas tanto técnicas quanto subjetivas, como depoimentos, que Glaidson realmente encomendou o crime.

“Importante destacar que a investigação teve início sem qualquer conhecimento de quem poderia ou poderiam ser os envolvidos. Passo a passo, um recurso possibilitou e alicerçou o conhecimento de outro”, prosseguiu Carlos Eduardo, acrescentando ser necessário “aguardar a manifestação da Justiça”, uma vez que “os fatos tratados na investigação irão ser melhor revelados na medida em que outros órgãos tomarem parte no processo”. O delegado, então, concluiu: “Da minha parte, apenas houve, como sempre ao longo de 27 anos exercendo a atividade policial, o ímpeto de punir os envolvidos no crime”.

Nilson Alves da Silva antes do atentado
Nilson Alves da Silva antes do atentado Foto: Reprodução

O crime

Ao fim da investigação, a 126ª DP concluiu que Glaidson determinou que Thiago de Paula Reis, “pessoa de sua extrema confiança”, contratasse os executores do crime. A proximidade entre os dois é reforçada por uma visita feita por Thiago ao patrão na cadeia, poucos dias após a prisão do ex-garçom pela Polícia Federal, ocorrida no fim do mês de agosto.

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Nilson acabou sobrevivendo ao ataque ocorrido no dia 20 de março de 2021, por volta das 11h30 da manhã. Ele passava de carro pela Rua Maestro Braz Guimarães, no bairro Braga, quando, ao parar em um sinal, a BMW X6 que ele ocupava, e que pode custar mais de R$ 600 mil, foi atingida por vários disparos vindos de um carro que emparelhou, ocupado por homens encapuzados. Baleada no pescoço, a vítima foi socorrida para o Hospital Central de Emergência (HCE) e, depois, transferida para uma unidade particular, onde chegou a passar vários dias em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

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O inquérito apontou ainda que, após receber a ordem de Glaidson, Thiago contratou Rodrigo Silva Moreira, Fabio Natan do Nascimento, Chingler Lopes Lima e Rafael Marques Gonçalves Gregório para que cometessem o assassinato. Para dificultar a investigação, o quarteto utilizou um veículo clonado para fazer o cerco a Nilson e abrir fogo contra ele. Apenas Chingler e o próprio Glaidson estão presos.

O Honda Civic permaneceu estacionado no mesmo ponto até a noite do mesmo dia. Só pouco após as 22h, um outro comparsa é filmado pela mesma câmera entrando no carro pela porta do motorista e guiando o automóvel na mesma direção pela qual ele havia chegado quase 12 horas mais cedo.

Dois dos envolvidos com o crime, Fabio e Chingler, também são acusados pela morte do investidor Wesley Pessano Santarém, em agosto, na cidade vizinha de São Pedro da Aldeia, também na Região dos Lagos. O rapaz, de 19 anos, foi executado em um Porsche avaliado em R$ 440 mil. Segundo a Polícia Civil, as investigações prosseguem para identificar se Glaidson também foi o mandante do assassinato de Pessano, que se apresentava nas redes sociais como investidor de criptomoedas.