Corpo da atriz Marilu Bueno é velado no Rio

Artista de 82 anos morreu na quarta-feira (22) após complicações decorrentes de uma cirurgia no abdômen. Marilu participou de várias novelas e programas de sucesso, como 'Alto Astral', 'Guerra dos Sexos', 'Escolinha do Professor Raimundo' e 'Caça Talentos'.

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O corpo da atriz Marilu Bueno é velado desde as 11h desta quinta-feira (23) no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. O sepultamento está marcado para as 16h30 no mesmo local.

A atriz de 82 anos morreu nesta quarta-feira (22) no Hospital Miguel Couto, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ela estava internada desde o fim de maio, após passar por uma cirurgia no abdômen.

Por causa de complicações no pós-operatório, precisou ser levada para a UTI, onde acabou morrendo.

Marilu Bueno trabalhou 50 anos na televisão e participou de várias novelas e programas de sucesso.

Entre os trabalhos da atriz na TV Globo estão as novelas “Alto Astral” (2014), “Eta Mundo Bom” (2016), “Guerra dos Sexos” e “Kubanacan”, além dos programas “Escolinha do Professor Raimundo” , “Sítio do Picapau Amarelo”, “A Grande Família” e “Caça Talentos”.

A atriz não casou e nem teve filhos.

Trajetória artística

A trajetória da carioca Maria Luiza David Bueno de Lima no caminho das artes começou em 1960, com a estreia no cinema. O filme era “O Cupim” e a atriz já se apresentava como Marilu Bueno, o nome que ganharia o Brasil inteiro.

Em 1972, teve início uma lista de papéis inesquecíveis na televisão. O primeiro foi na novela “O Bofe”.

Depois, vieram outros que marcaram a teledramaturgia brasileira. Ela foi a governanta Olívia nas duas versões da novela “A Guerra dos Sexos”. Em “Corpo de Alma”, interpretou a mãe de Yasmin, na novela marcada por uma tragédia. A atriz Daniella Perez foi assassinada durante as gravações.

Na sua última interpretação, em “Salve-se quem puder”, de 2020, ela foi Dulce, parte de um triângulo amoroso.

Com um grande talento para o humor, participou de vários programas de comédia. A habilidade de fazer rir também chegou aos palcos. Em uma montagem ao lado de Drica de Moraes encenou “O Crime do Dr. Alvarenga”, um grande sucesso, com texto de Mauro Rasi.

Na vida dedicada à arte de atuar, viveu cercada pelo carinho do público. A cômica Tetê, de “A Gata Comeu” (1985), foi uma das preferidas dos fãs. Ela fazia par romântico com Cláudio Corrêa e Castro.