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A Sombra da Corrupção na polícia Civil: Quatro ex-chefes da Polícia Civil do RJ são presos em menos de duas décadas

Corrupção na polícia Civil

A Sombra da Corrupção na polícia Civil: Quatro ex-chefes da Polícia Civil do RJ são presos em menos de duas décadas

Rivaldo Barbosa, Último Detido, Suspeito de Envolvimento no Caso Marielle, Marca um Capítulo Sombrio na História da Segurança Pública do Estado

Por Rlagos Noticias

24 de março de 2024

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Álvaro Lins, Ricardo Hallak, Allan Turnowski e Rivaldo Barbosa — Foto: Reprodução

Desde 2008, quatro ex-chefes da Polícia Civil do Rio de Janeiro já foram presos por suspeita de envolvimento em algum tipo de crime.

O mais recente foi o delegado Rivaldo Barbosa, detido neste domingo de Ramos (24) por envolvimento no Caso Marielle.

Rivaldo Barbosa

Delegado Rivaldo Barbosa chefiava a Divisão de Homicídios — Foto: Reprodução/TV Globo
Delegado Rivaldo Barbosa chefiava a Divisão de Homicídios — Foto: Reprodução

Segundo a Polícia Federal, Barbosa sabia do plano dos irmãos Domingos Brazão, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Chiquinho Brazão, deputado federal do Rio de Janeiro, de matar Marielle. A TV Globo apurou que ele teria combinado de não avançar as investigações.

Rivaldo assumiu a chefia da Polícia Civil na véspera do atentado contra Marielle. Antes, o delegado era chefe da Delegacia de Homicídios da Capital.

Álvaro Lins

Álvaro Lins — Foto: Rede Globo/Reprodução
Álvaro Lins — Foto: Rede Globo/Reprodução

Em 2008, o então deputado estadual e ex-chefe da Polícia no governo de Anthony Garotinho, Álvaro Lins foi preso por suspeita de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, corrupção passiva e facilitação ao contrabando.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Lins e seu grupo forjaram uma organização criminosa que usou a estrutura da Polícia Civil do Rio de Janeiro para praticar lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando e corrupção.

Lins acabou sendo condenado a 28 anos de prisão por ter chefiado a quadrilha. Mas, em 2009, foi solto.

Ricardo Hallak

Delegado Ricardo Hallak, ex-Chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro — Foto: Reprodução
Delegado Ricardo Hallak, ex-Chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro — Foto: Reprodução

Também em 2008, Ricardo Hallak foi preso pela Polícia Federal na Operação Segurança Pública S/A. O delegado foi denunciado por corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Hallak foi condenado a cinco anos e nove meses de prisão por corrupção passiva. Durante um ano, a Polícia Federal monitorou, por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, conversas entre os principais integrantes da quadrilha.

Num dos trechos, Hallak aparece acertando represálias a uma delegacia que não fazia parte do esquema de pagamento de propina.

Em 2020, a ministra do Superior Tribunal de Justiça Laurita Vaz negou pedido de habeas corpus em que a defesa de Ricardo Hallak pedia redução da pena pelo crime de corrupção passiva.

Hallak morreu no ano passado, após ser vítima de um acidente vascular cerebral (AVC).

Allan Turnowski

Allan Turnowski pode ficar afastado das funções de delegado por 12 anos Arquivo/Rlagos

Allan Turnowski, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, é preso por suspeita de receber propina de bicheiros

Em 2022, o Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu o ex-secretário de Polícia Civil Allan Turnowski. Ele foi preso por suspeita de organização criminosa e envolvimento com o jogo do bicho.

Turnowski deixou o cargo naquele ano para se candidatar a uma vaga de deputado federal pelo PL.

Segundo as investigações, ele recebia propina do jogo do bicho e estaria envolvido em um plano para assassinar o bicheiro Rogério Andrade.

No entanto, menos de um mês depois, ele foi solto por decisão do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), mediante medidas cautelares — como não acessar repartições da polícia.

A investigação do caso segue em andamento pelo Ministério Público do Rio.

A Polícia Civil foi procurada para comentar as prisões. No entanto, até a publicação da reportagem a instituição não havia respondido aos questionamentos.

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Por Rlagos Noticias

24 de março de 2024

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