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Fuzis e maconha apreendidos na Baixada Fluminense seriam entregues na Favela da Rocinha, diz polícia

ARSENAL DE ARMAS APREENDIDAS

Fuzis e maconha apreendidos na Baixada Fluminense seriam entregues na Favela da Rocinha, diz polícia

Drogas e armas vieram de Manaus, no Estado do Amazonas, no Norte do país

Por Rlagos Noticias

24 de abril de 2024

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Fuzis e drogas apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal — Foto: Divulgação PRF

RIO – A polícia já sabe que o carregamento com drogas e armas, apreendido por policiais rodoviários federais em um caminhão, nesta quarta-feira, na Rodovia Washington Luiz, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, tinha como destino a Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio. A comunidade tem o tráfico comandado por John Wallace da Silva Viana, o Johny Bravo, que é ligado a cúpula maior facção criminosa do Rio de Janeiro. Dentro do veículo, os agentes encontraram, entre outras coisas, cinco fuzis calibre 762, duas pistolas, dez carregadores, 750 quilos de maconha com bandeiras de cinco países, e três quilos de skunk.

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A droga é uma espécie de maconha mais potente. O motorista do caminhão foi preso e levado com o material para a sede da Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá, no Centro do Rio, onde foi autuado por tráfico de drogas e armas. Já se sabe que o caminhão, interceptado por cerca de oito policiais na pista sentido Rio da Rodovia Washington Luís, veio de Manaus, capital do Estado do Amazonas, no Norte do País.

A maconha estava em tabletes e era adesivada com bandeiras de outros países, entre eles a Colômbia. Não é a primeira vez que Johny Bravo tem um carregamento de armas interceptado pela polícia. Em outubro de 2023, a Polícia Federal apreendeu 47 fuzis e munição calibre 556, que seriam entregues na Favela da Rocinha, e de lá distribuídos para outras comunidades. O material estava em uma mansão, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Na ocasião, três pessoas foram presas. De acordo com o site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) há em nome do traficante cinco mandados de prisão expedidos pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Vaidoso ao ponto de receber o apelido de Johny Bravo, personagem de desenho animado de físico avantajado que usa roupas apertadas, John Wallace assumiu o poder na Rocinha, em 2017, após a prisão de Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157. O chefão da Rocinha arrecada por mês, segundo estimativa da polícia, cerca de R$ 12 milhões com a exploração de negócios irregulares na comunidade, incluindo o tráfico de drogas e a cobrança de pedágio a motoristas do transporte alternativo. Para comemorar a data do seu aniversário, em agosto último, Johny promoveu uma festa que durou três noites. A celebração, segundo moradores, contou com queima de fogos, postagens nas redes sociais, baile, distribuição de cervejas, e é claro, o tradicional bolo.

Além do tráfico de drogas, Johny Bravo também responde, ao lado de outros 12 chefes do tráfico, por envolvimento na morte de Ana Cristina da Silva, que estava com o filho de 3 anos no colo. Ela foi atingida por balas perdidas, durante confronto entre bandidos rivais no Morro de São Carlos, no dia 26 de agosto de 2020, ao usar o próprio corpo para proteger a criança.

Segundo processo que tramita na Justiça, alguns homens que participaram do confronto armado teriam partido da Rocinha, com aval de John Wallace da Silva Viana, o Johny Bravo. O objetivo seria o de tentar invadir o São Carlos, que tem o comércio de drogas controlado por uma facção criminosa rival.

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Por Rlagos Noticias

24 de abril de 2024

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