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‘Não é um método aceito pela PRF’, diz diretor sobre disparo que atingiu menina de 3 anos no Rio

‘Não é um método aceito pela PRF’, diz diretor sobre disparo que atingiu menina de 3 anos no Rio

Por Rlagos Notícias

8 de setembro de 2023

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Diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal afirma que a ação que resultou na morte da pequena Heloísa não condiz com as normas da instituição

Nesta sexta-feira (8), a cidade de Seropédica, localizada na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, foi palco de um triste e controverso incidente que resultou na morte da pequena Heloísa dos Santos Silva, de apenas 3 anos de idade. O fato ocorreu no Arco Metropolitano e, segundo relatos de familiares, a criança foi atingida por um disparo efetuado por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

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William Silva, pai de Heloísa, conduzia o veículo no momento do ocorrido. Ele relata que, apesar de não ter sido abordado diretamente no posto da PRF, notou que uma viatura começou a segui-lo, mantendo-se muito próxima ao seu carro. Em determinado momento, com o carro quase parado, foram efetuados disparos contra o veículo, atingindo a criança.

Diante da grave situação, o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Antonio Fernando Souza Oliveira, veio a público para esclarecer que o procedimento adotado pelos agentes não está alinhado com os princípios e as normativas da instituição.

Oliveira referenciou a portaria interministerial 4.226, instituída no ano de 2010 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que normatiza o uso da força por agentes de segurança pública. De acordo com essa portaria, o uso de arma de fogo contra veículos que desobedecem bloqueio policial ou não atendem a ordens de parada não é legitimado, exceto em situações em que a fuga represente um risco imediato de morte ou lesão grave aos agentes de segurança pública ou a terceiros.

“A gente precisa marcar que não é um método aceito pela PRF, isso não está previsto em nenhum dos nossos manuais. Não é permitido o disparo de arma de fogo para o veículo que está em fuga, a gente tem que fazer o acompanhamento tático”, declarou o diretor-geral durante uma entrevista ao Estúdio i, da Globonews, ressaltando que o incidente foge completamente dos padrões estabelecidos para a atuação da PRF.

Antonio Fernando Souza Oliveira assegurou que a atuação dos policiais envolvidos no caso está sendo rigorosamente investigada. Esse trágico evento deixa uma família devastada e levanta importantes questionamentos sobre a adequação e a eficiência dos treinamentos e procedimentos adotados pelos órgãos de segurança pública, mostrando que há um longo caminho a ser percorrido na busca por uma atuação policial mais segura, justa e alinhada aos princípios dos direitos humanos.

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8 de setembro de 2023

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