Search
Close this search box.
PF prende irmãos Brazão e ex-chefe da Polícia Civil em ação contra mandantes da morte de Marielle Franco

OPERAÇÃO MIRA ENVOLVIDOS NO CRIME

PF prende irmãos Brazão e ex-chefe da Polícia Civil em ação contra mandantes da morte de Marielle Franco

Irmãos Brazão e ex-chefe da Polícia Civil foram presos na operação Murder Inc.

Por Rlagos Noticias

24 de março de 2024

Compartilhar no WhatsApp
Chiquinho Brazão, Domingos Brazão e Rivaldo Barbosa são suspeitos de mandar assassinar Marielle Franco Câmara dos Deputados / Agência Rlagos Notícias / Agência Brasil

Rio – Três suspeitos de envolvimento no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes foram presos, na manhã deste domingo (24) em uma operação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

🔔 O Rlagos Rio agora está no Canal do WhatsApp: Clique aqui para seguir o novo canal do Rlagos Notícias no WhatsApp

Os irmãos Domingos Brazão, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio e Chiquinho Brazão, deputado federal do Rio de Janeiro, foram presos suspeitos de serem os mandantes do crime na operação Murder Inc. 

 Rivaldo Barbosa, ex-chefe de Polícia Civil do Rio, assumiu a função um dia antes do assassinato de Marielle, e foi preso suspeito de tentar obstruir as investigações do assassinato da vereadora e Anderson. Antes disso, ele era coordenador da Divisão de Homicídios da Polícia Civil.

Em novembro de 2019, a Polícia Federal afirmou em relatório reservado ao MP-RJ que o delegado Rivaldo Barbosa deveria ser investigado por suspeita de ter recebido propina de R$ 400 mil para evitar que fossem conhecidos os reais mandantes dos assassinatos.

Neste domingo foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), todos na cidade do Rio de Janeiro.

A operação Murder Inc. tem como alvos os autores intelectuais dos crimes de homicídio, de acordo com a investigação. Também são apurados os crimes de organização criminosa e obstrução de justiça.

Nas redes sociais, a Ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e irmã de Marielle, comemorou as prisões e cobrou respostas das autoridades. “Só Deus sabe o quanto sonhamos com esse dia! Hoje é mais um grande passo para conseguirmos as respostas que tanto nos perguntamos nos últimos anos: quem mandou matar a Mari e por quê? Agradeço o empenho da PF, do Governo Federal, do MP federal e estadual e do Ministro Alexandre [de Moraes]. Estamos mais perto da Justiça! Grande dia!”, escreveu. 

Marcelo Freixo também usou o X, antigo Twitter, para comemorar as prisões e afirmou: “Essa é uma oportunidade para o Rio de Janeiro virar essa página em que crime, polícia e política não se separam”

Relembre o caso

Preso desde 2019, o ex-policial militar Ronnie Lessa, autor dos disparos que mataram a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018, citou o nome do deputado federal Chiquinho Brazão (União) e do irmão, Domingos Brazão, em sua delação premiada, homologada nesta terça-feira (19) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Uma das principais linhas de investigação sobre o caso está relacionada a uma disputa por terrenos na Zona Oeste. Em depoimento, Lessa teria informado que Marielle virou alvo depois de defender a ocupação de terrenos por pessoas de baixa renda e que o processo fosse acompanhado por órgãos como o Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio e o Núcleo de Terra e Habitação, da Defensoria Pública do Rio

De acordo com as investigações, o mandante do crime que deu fim a vida de Marielle e Anderson estaria buscando a regularização de um condomínio em Jacarepaguá sem considerar o critério de área de interesse social. O objetivo seria transformar a propriedade em especulação imobiliária.

Seis anos após a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes as investigações do caso seguem em andamento para descobrir o mandante e a motivação para os assassinatos. No início do mês, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Força-Tarefa do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado para o caso Marielle Franco e Anderson Gomes (Gaeco/FTMA), pediu à Justiça que o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, o Suel, seja julgado por júri popular

Os investigadores apontam que Suel participou do plano do assassinato e monitorou a rotina da vereadora, além de ter ajudado os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, atirador e motorista respectivamente, no desmanche do carro usado na emboscada e do sumiço das cápsulas da munição. Lessa e Queiroz também vão a júri popular

📲 Confira as últimas notícias do Rlagos Notícias
📲 Acompanhe o Rlagos no Facebook Instagram , Twitter
 e Threads

Compartilhar no WhatsApp

Por Rlagos Noticias

24 de março de 2024

Search
Close this search box.

Faça parte do maior grupo exclusivo de noticias da região!

Nosso grupo te da acesso exclusivo as noticias mais quentes e recentes do momento sobre tudo que buscar!