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Polícia cumpre mandados em cinco estados contra organização criminosa suspeita de transportar drogas em caminhões frigoríficos

Ação em cinco estados

Polícia cumpre mandados em cinco estados contra organização criminosa suspeita de transportar drogas em caminhões frigoríficos

Cumprimento das ordens ocorre na manhã desta quarta (19). Entre os alvos, está um jornalista do Rio de Janeiro. 180 policiais participam da ação.

Por Rlagos Noticias

19 de junho de 2024

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Polícia cumpre mandados em cinco estados contra organização criminosa suspeita de transportar drogas em caminhões frigoríficos — Foto: PC-RJ/Divulgação

A Polícia Civil do Paraná, com apoio de forças policiais de mais quatro estados, cumpre na manhã desta quarta-feira (19) 11 mandados de prisão preventiva e 29 mandados de buscas e apreensões em endereços ligados a grupo suspeito de transportar drogas em caminhões frigoríficos.

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Conforme a Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), o núcleo da organização estabelecido no oeste do Paraná, pode ter movimentado mais de R$ 100 milhões em cerca de quatro anos. O transporte das drogas neste tipo de veículo, segundo a polícia, era para burlar a fiscalização, já que o rompimento do lacre pode comprometer o produto. Veja outros detalhes da investigação mais abaixo.

Um dos alvos é o jornalista cariosa Ricardo Lyra Ribeiro, CEO do “Jornal Corporativo”. Segundo a polícia, ele era o responsável pela contabilidade e gerência das contas bancárias da quadrilha. O g1 tenta contato com a defesa de Lyra.

Também foi determinado na operação o sequestro de 17 veículos, entre caminhões e carros, e o bloqueio de bens, imóveis e ativos financeiros de 24 pessoas e 13 empresas.

Jornalista Ricardo Lyra Ribeiro (à direita) é proprietário do Jornal Corporativo e foi preso na manhã desta quarta-feira (19) — Foto: Reprodução
Jornalista Ricardo Lyra Ribeiro (à direita) é proprietário do Jornal Corporativo e foi preso na manhã desta quarta-feira (19) — Foto: Reprodução

Ação em cinco estados

A ação acontece simultaneamente no Paraná, nas cidades de Toledo, Cascavel, Pato Bragado, Marechal Cândido Rondon, Capitão Leônidas Marques e Capanema, nas capitais Rio de Janeiro e São Paulo, em Minas Gerais na cidade de Ribeirão das Neves e em Santa Catarina, na cidade de Balneário Camboriú).

Com 180 policiais nas ruas, além da PC-PR e do Ministério Público do Paraná (MP-PR), a operação conta com apoio das Polícias Civil do Rio de Janeiro e Minas Gerais e da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo.

Como um dos alvos pode estar no Paraguai, também participam da Operação a Polícia Federal, através do Núcleo atuante no país vizinho e o Centro Integrado de Operações de Fronteira (CIOF) de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

Segundo a polícia, com o tráfico de drogas, os investigados adquiriam bens móveis, imóveis e ouro. “Os chefes da organização ostentavam padrão de vida elevado, com apartamentos e casas milionárias, viagens, carros luxuosos e veículos aquáticos”, informou a polícia.

Investigação encontrou bunker de droga em chiqueiro

A operação desta quarta-feira (19) é a segunda fase da Operação ‘Carga Fria’, deflagrada em agosto de 2023. Na época, 15 pessoas foram presas, 11 armas de fogo foram apreendidas e houve sequestro de aproximadamente R$ 25 milhões em bens móveis, imóveis e dinheiro.

A investigação teve inicio, segundo a Polícia Civil, em março de 2023, com a apreensão de cerca de duas toneladas de maconha em um fundo falso de um caminhão frigorífico.

Nas investigações, foi identificado um dos locais usados para armazenamento da droga, um bunker no subsolo de um chiqueiro de porcos. No local, foram encontradas sete toneladas de drogas, três fuzis e 700 munições em uma propriedade rural de Palotina, no oeste do Paraná.

As drogas distribuídas pelo grupo, eram retiradas da região dos lagos do Itaipu, armazenadas em chácaras na região de Toledo, também no oeste do Paraná e depois colocadas nos fundos falsos dos caminhões frigoríficas e distribuídas para os outros estados.

Segundo a polícia, há alguns dias, dois dos investigados da operação foram alvos de diversos disparos de arma de fogo, na em Marechal Cândido Rondon. Um deles morreu no local e o outro, o policial civil de São Paulo, ficou gravemente ferido. Os suspeitos dos disparos também são alvos.

Segundo a polícia, a confusão entre os membros da organização se deve pela 1ª fase da operação ter prendido um homem apontado como chefe da organização.

Entre os investigados, está um policial civil de São Paulo, que foi afastado das funções na primeira fase e preso. Ele auxiliava na logística da distribuição e com informações privilegiadas obtidas em razão das funções, informou a Polícia Civil.

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19 de junho de 2024

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