Rio vive impasse diante da variante ‘Ômicron’ e festas de fim de ano

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Foto de ilustração sobre a variante Ômicron do coronavírus 27/11/2021 REUTERS/Dado Ruvic

A cidade do Rio ainda vive um impasse sobre a realização das festas de Réveillon deste ano, diante do novo cenário da pandemia da covid-19, com a variante Ômicron.

Segundo a Riotur, todo o planejamento, que conta com mais de dez palcos espalhados pelo município, segue confirmado. Entretanto, o cenário pode mudar de acordo com a avaliação das autoridades de saúde. O prefeito, Eduardo Paes, disse que irá divulgar a decisão sobre as festas no dia 15 de dezembro.

“Na primeira quinzena de dezembro, nós vamos monitorando pro réveillon, na hora que a secretaria tiver a certeza, vamos ver se teremos ou não. Vamos ter muito cuidado e muito critério, por enquanto não muda nada. É muito mais fácil você cancelar uma festa programada do que fazer uma festa não programada”, disse Paes, em evento da Prefeitura do Rio desta quinta.

Nesta quarta-feira, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, confirmou a primeira suspeita de paciente com a nova variante na capital. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), uma mulher de 29 anos voltou de viagem à África do Sul no dia 21 e, apesar de assintomática, testou positivo para covid-19. Amostras já foram colhidas da paciente e enviadas para exame de sequenciamento genético, para identificação da variante do vírus.

Ainda de acordo com a pasta, todos que tiveram contato com a paciente também estão sendo monitorados, assim como seu companheiro de viagem, sem outros casos positivos até o momento.

O governador do Rio, Cláudio Castro, afirmou que, diante do atual cenário da pandemia de covid-19 no Rio de Janeiro, ainda não é possível falar sobre o cancelamento das festas de Réveillon e Carnaval na capital fluminense. O assunto foi abordado em um evento, também nesta quarta-feira. Castro declarou que as secretarias Estadual e Municipal de Saúde têm trabalhado juntas para decidir sobre as celebrações.

“Eu tive uma reunião domingo à noite com o secretário (de Estado de Saúde) Chieppe. Nesse momento, ainda não há esse risco. As duas secretarias têm trabalhado juntas nessas análises […] não dá para falar em cancelamento, mas já vem sendo estudado a radiografia de agora e a projeção dela. Então se a Secretaria de Saúde disser que não pode ter, não terá. Se a Secretaria orientar que pode ter, então terá”, disse o governador.Castro disse que existe um diálogo com o prefeito do Rio sobre o assunto e que a decisão será baseada em análises técnicas. “A decisão não será política. Eu e o prefeito Eduardo Paes estamos muito alinhados nisso. O que as secretarias de saúde disserem que tem que fazer, será feito. A gente tem que entender a importância que esses eventos têm. Não é festa, é emprego, é renda. São épocas importantes do ano”, analisou.

Região Metropolitana

A Prefeitura de Niterói decidiu que não fará o show de Réveillon na orla da cidade. A decisão é uma resposta ao enfrentamento à covid-19, que, apesar de ter diminuído no município, ainda traz risco à população. As cidades de Paracambi, Volta Redonda, Belford Roxo, Nova Iguaçu, Mesquita, Duque de Caixas, São João de Meriti, Barra Mansa e São Gonçalo também cancelaram os eventos.Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, também ainda não decidiu se o evento irá ocorrer. Em nota, a prefeitura do município informou que existe um Grupo de Trabalho realizando reuniões semanais planejando o réveillon e o verão 2022.

No entanto, afirmou que a situação pandêmica do país ainda não permite um posicionamento definido da prefeitura.
Em Búzios, também na Região dos Lagos, a prefeitura confirmou apenas fogos de artifícios nos locais estratégicos na cidade.

Já a prefeitura de Cabo Frio, na mesma região, disse que para o Réveillon, três pequenos palcos para apresentações de artistas locais serão montados na cidade, sendo um no Jardim Esperança e dois em Tamoios. Não haverá queima de fogos na Praia do Forte. Segundo a prefeitura, até o momento, o cenário epidemiológico vem evoluindo de forma positiva com o avanço da vacinação contra a covid-19. Mas, todas as definições sobre o tema podem ser revistas no caso de mudança neste cenário.