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Promoção por bravura, tiros em Fat Family, testemunha em caso de corrupção: saiba quem são os policiais civis presos

Promoção por bravura, tiros em Fat Family, testemunha em caso de corrupção: saiba quem são os policiais civis presos

Por Rlagos Noticias

19 de outubro de 2023

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Rio – Na última quinta-feira, uma operação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público do Rio de Janeiro resultou na prisão de quatro policiais civis e um advogado, todos vinculados à Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), que opera na Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio. Os nomes dos detidos são Alexandre Barbosa da Costa Amazonas, Eduardo Macedo de Carvalho, Juan Felipe Alves da Silva, Renan Macedo Villares Guimarães e Leonardo Sylvestre da Cruz Galvão

Juan Felipe Alves da Silva, ex-chefe de investigação da DRFC, possui um currículo marcado por atos de bravura e experiência em diversas delegacias, incluindo a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), 24ª DP (Piedade) e 32ª DP (Taquara). Sua última promoção o elevou à classe de inspetor de polícia. Ele também se destacou por uma troca de tiros com o traficante Nicolas Labre Pereira de Jesus, conhecido como Fat Family, em 2016.

Alexandre Barbosa da Costa Amazonas, também promovido por sua dedicação à carreira policial, já foi elogiado pela Corregedoria da Polícia Civil em 2015 quando estava na 37ª DP (Ilha do Governador). Seu salário em setembro deste ano foi de R$ 7.828,71.

Renan Macedo Guimarães, oficial de cartório com passagens pelas mesmas delegacias que Juan, também atuou como advogado e testemunha em um processo de corrupção envolvendo outro policial civil. Além disso, participou de um curso de inteligência em 2018.

Eduardo Macedo de Carvalho, promovido por ato de bravura, chegou à classe de Comissário e fez a prova para delegado no último concurso. Seu salário em setembro foi de R$ 11.327,36.

Os quatro policiais e o advogado são alvos de uma ação que envolve tráfico de drogas e corrupção, relacionada à negociação de 16 toneladas de maconha. A investigação aponta que a negociata ocorreu na própria Cidade da Polícia Civil do Rio, e os agentes utilizaram viaturas da DRFC durante o crime.

A operação resultou na prisão dos envolvidos e na realização de seis mandados de busca e apreensão, emitidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Resende/TJRJ. Cerca de 50 agentes participaram da ação, que se estendeu à capital fluminense e a Saquarema, na Região dos Lagos, abrangendo endereços ligados aos suspeitos.

A investigação teve início a partir de informações do serviço de inteligência da Polícia Rodoviária Federal, que, em agosto deste ano, abordou um caminhão com 16 toneladas de maconha na divisa de São Paulo com o Rio de Janeiro. As viaturas ostensivas da DRFC escoltaram o veículo até a Cidade da Polícia, onde os agentes teriam negociado a liberação da droga e a soltura do motorista mediante pagamento de propina.

O Ministério Público ressaltou a gravidade dos crimes envolvendo agentes públicos e um advogado, que incluem tráfico de drogas interestadual, corrupção passiva e corrupção ativa. A operação representa mais um esforço das autoridades para combater a corrupção e o tráfico de drogas no estado do Rio de Janeiro.

Renan Macedo Guimarães: oficial de cartório, também foi advogado, e passou pelas mesmas delegacias de Juan, como a 24ª DP e a 32ª DP. Em 2019, chegou a ser testemunha em um processo que outro policial civil respondia por corrupção, por ter trabalhado com o réu na 59ª DP (Duque de Caxias), por um ano. Renan também fez parte de um curso de inteligência, em 2018.

Policial civil Renan Macedo Villares Guimarães também foi advogado — Foto: Reprodução
Policial civil Renan Macedo Villares Guimarães também foi advogado — Foto: Reprodução

Eduardo Macedo de Carvalho: promovido por “por ato de bravura”, o inspetor de polícia chegou à classe Comissário. Em setembro, seu salário foi de R$ 11.327,36. Já em agosto, recebeu ainda R$ 4.441,20 de regime adicional de serviço (RAS), que remunera agentes que trabalham em dias de folga. Carvalho fez a prova para delegado no último concurso.

Leonardo Sylvestre da Cruz Galvão: é advogado criminalista, em escritório no Centro do Rio. Seu perfil numa rede social profissional cita que é pós-graduado em Segurança Pública e Ciências Criminais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), além de outra pós-graduação em Penal e Processo Penal.

Leonardo Sylvestre Da Cruz Galvão é advogado criminalista — Foto: Reprodução
Leonardo Sylvestre Da Cruz Galvão é advogado criminalista — Foto: Reprodução

Os nomes dos quatro policiais presos nesta quinta-feira aparecem ainda em uma extensa lista — que ocupa quase duas páginas — publicada no Diário Oficial de 1° de dezembro de 2021, quando o governador Cláudio Castro resolveu “elogiar e parabenizar” os agentes que atuaram em uma força-tarefa de “Combate às Milícias”, que em um ano prendeu mais de mil autores, por participação na organização criminosa.

De acordo com a denúncia do MP, “os crimes averiguados são concretamente graves, pois se trata de denúncia envolvendo agentes públicos e advogado, como incursos na suposta prática do crime de tráfico de drogas interestadual, corrupção passiva e corrupção ativa”.

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Por Rlagos Noticias

19 de outubro de 2023

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